Pérolas Gramaticais da OAB – Exame de Ordem revela deficiência do ensino

Por Rodrigo Haidar

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) fixa em seu artigo 67 que será assegurado a todo o empregado um descanso semanal de 24 horas. Para alguns bacharéis em Direito que prestaram o último Exame de Ordem, os trabalhadores têm direito a um “descanço” semanal. Para outros, a um “discanço” ou “discanso”. A questão, segundo um outro bacharel, é que os trabalhadores precisam “descançar”.

Essas são algumas das pérolas encontradas pelos professores responsáveis pela correção das provas subjetivas do exame que avalia se os bacharéis têm condições de se tornarem advogados. E são fortes argumentos para a Ordem dos Advogados do Brasil num momento em que a Câmara dos Deputados se divide diante das pressões em favor do fim do Exame de Ordem. Nesta quarta-feira (28/11), às 10h, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, o tema será debatido em audiência pública.

Os erros de português são comuns nas provas subjetivas e revelam que a qualidade do ensino nas universidades brasileiras não anda muito bem. O que poderia ser motivo de deboche para muitos, é, na verdade, um indicativo da má qualidade do sistema educacional brasileiro.

Ninguém que escreve está a salvo de cometer erros de português e esse não é o principal problema dos bacharéis. Em muitos pontos, as provas revelam uma deficiência no conhecimento jurídico necessário para se redigir uma simples petição.

Foi exigido pelo Exame que os bacharéis redigissem a contestação de uma ação trabalhista, como representantes da empresa reclamada. Em uma das situações expostas, a empresa era alvo de ação de indenização por danos morais por fazer revista íntima em seus funcionários. Em um trecho de prova, um bacharel escreve que o reclamante pleiteia “danos moraes”. Noutro, diz que não assiste razão ao reclamante porque o reclamado agiu “dentro do Jus Variante”. Por isso, não se pode falar que houve “acédio moral”.

Em outra prova, o bacharel pede ao juiz a notificação da reclamada para apresentar contrarrazões. Ou seja, o representante da empresa pede a própria notificação.

Um dos bachareis, ao concluir sua contestação, requer a intimação do reclamante para apresentar “defesa testemunhal sob pena de confissão dos fatos fictos”. Outro bacharel termina sua contestação requerendo a procedência do pedido inicial feito contra o seu cliente.

Em uma das questões da prova, o bacharel tinha de explicar quais as consequências da inserção do nome de uma empresa no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas. “Como consequências, podemos citar, dificultamento de empréstimos, descontos tributários além de má visualização perante os juízos trabalhistas”, escreveu um dos bacharéis que se submeteu às provas.

Sobre a mesma questão, outro bacharel afirmou que a empresa que tem certidão positiva de débitos trabalhistas emitida contra si fica impedida de ajuizar qualquer ação na Justiça do Trabalho. Outro aluno que participou das provas abriu um capítulo em sua contestação para advogar pela improcedência do pedido. “Da improveniência, leia-se iprocedência: Requer a total iprocenencia do pedido feito pelo requerente”, escreveu o candidato a advogado.

A audiência na Câmara nesta quarta-feira foi convocada pelo deputado federal Sibá Machado (PT-AC). Tramitam hoje, no Congresso, 18 propostas que, se aprovadas, poderão extinguir o Exame de Ordem ou modificá-lo substancialmente. Mais do que servir de piada, os erros apontam para a necessidade de se repensar o sistema educacional como um todo, lembrando que o Exame de Ordem já foi julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Rodrigo Haidar é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico

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Mulheres escritoras ainda reproduzem modelo machista – Paulina Chiziane

“Algumas vezes confundimos a literatura feminina com a literatura escrita por mulheres e penso que isso é um erro, porque a maior parte das mulheres ainda escreve com uma ideia machista”, afirmou Chiziane durante debate no festival “Back2Black”, o maior certame de cultura negra na América Latina, no Rio de Janeiro.

Para a autora, que participou do painel intitulado “O papel da mulher na literatura e na vida em África, Cuba e Brasil”, não basta ser mulher para ser capaz de escrever uma literatura mais “holística” e “dignificante”.

É preciso fazer uma “descolonização” do modelo machista, defendeu.

“Nós, quando vamos descrever, o único modelo que conhecemos é o modelo machista e se não nos apercebemos, fazemos a reprodução desse modelo. Muitas vezes surpreendo-me ao ver mulheres a usarem a linguagem dos homens”, lamenta.

Chiziane citou como exemplo textos escritos por mulheres nos quais as personagens femininas aparecem descritas meramente pelos seus atributos físicos, como na maior parte dos romances masculinos.

“Para mim, uma mulher é um mundo de pensamentos, de sentimentos, de sonhos, de realizações, de frustrações… Se eu tenho uma personagem mulher, significa descrever todo esse universo, mas muitas escritoras, quando vão descrever outras mulheres, imitam os homens”, reforça a autora de “Niketche: Uma História de Poligamia”.

Paulina Chiziane esteve pela primeira vez no Rio de Janeiro exclusivamente para participar no Back2Black, onde lançará a 21 de dezembro, o seu próximo romance “Na mão de Deus”.

RTP Notícias

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Orientador explica em três passos como ajudar seu filho com a tarefa de casa

Os pais precisam ajudar na organização das atividades

Eles chegam da escola, comem e já querem brincar. Até dá para entender a vontade de relaxar, mas normalmente as crianças têm uma pilha de lição de casa por fazer e protelar o momento das tarefas pode atrapalhar a vida escolar. Apesar de ser difícil competir com tantas distrações, é possível interessar os pequenos nos estudos.

trabalho escolarTem hora para tudo
De acordo com o orientador educacional e vocacional Márcio Sampaio, a palavra-chave é “organização”. Segundo ele, pais e filhos apresentam grandes dificuldades para coordenar todas as atividades diárias. “No caso da criança, isso é normal, pois é no lóbulo-frontal do cérebro que essa característica aparece, mas ele só se desenvolve completamente aos 22 anos de idade, é a última parte a ficar pronta. E é justamente por isso que os pais devem auxiliá-las, eles já são mais experientes nesse quesito”, afirma.

Fracionar o tempo para conseguir finalizar tudo é de extrema importância. “Uma hora de estudo diário já é o suficiente para manter-se em dia com a evolução das aulas. A partir daí, é preciso dividir o tempo, para que dê tempo de aprender tudo”, diz Sampaio. Ele conta que se o filho tem seis matérias na escola, é interessante utilizar dez minutos para cada uma, realizando uma revisão de texto ou os exercícios. O que se deve fazer nesse período estará disponível na agenda escolar.

Fique por dentro!
Esse é outro fator importante: acompanhamento. Além de ajudar na elaboração de horários, os pais precisam checar os meios em que são notificadas as tarefas, seja a agenda, ou até mesmo a internet em alguns casos. “Muitas escolas disponibilizam os calendários escolares em seus sites, para que os pais fiquem por dentro do andamento das matérias”, conta. Ficar de olho e cobrar é realmente necessário, afinal, às vezes, os filhos esquecem mesmo.

Aprender sozinho
O orientador atenta também para um costume bastante comum entre os pais: fazer a lição pela criança. Seja por falta de paciência, ou por solidariedade, muitos pais acabam ultrapassando o limite de tirar dúvidas, pegam de papel e lápis para finalizar a tarefa por si mesmos e dizem: “está vendo, é assim que se faz”. Deve-se tomar muito cuidado com essas atitudes. “O pai não pode nunca fazer pelo aluno. Ele pode ajudar, porém se a dúvida for muito forte e persistir, é melhor anotar e pedir para o professor ensinar”, diz. Isso deve ser feito devido ao fato de cada um possuir uma forma distinta de explicar e, muitas vezes, a dos pais não é a mesma dos professores. Fato que pode confundir ainda mais o aluno, atrapalhando mais do que ajudando.

E não se deve deixar o filho pensar que tirar a dúvida na escola é sinônimo de falta de inteligência. “Ele precisa aprender que existem erros e acertos e precisa descobrir como perguntar para o professor e tirar suas dúvidas”, diz Sampaio.

Estar sempre em dia com as atividades escolares dos filhos é extremamente importante para desenvolver organização e habilidades na hora de resolver os problemas. Afinal, mais tarde, quando for trabalhar, ele terá de saber separar o que é mais importante e urgente. Não há chefe no mundo que fará o trabalho por eles. “É preciso treinar desde cedo, só vira hábito se houver prática”, diz.

Marina Finco

Fonte: Portal Daquidali

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Redação mobiliza mais de 5,6 mil corretores a partir da próxima semana

 

revisaoOs 4,1 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 3 e 4 últimos terão acesso ao espelho de correção digitalizado da redação, para fins pedagógicos, a partir de 15 de fevereiro do próximo ano. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela realização do Enem, 5.683 profissionais farão a correção. O trabalho terá início na próxima semana.

A correção avalia cinco competências:

1.      Domínio da norma padrão da língua escrita

2.      Compreensão da proposta de redação e aplicação de conceitos das várias áreas do conhecimento para o desenvolvimento do tema nos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo

3.      Capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

4.      Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação

5.      Elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.

A pontuação em cada competência pode variar até 200 pontos. A nota máxima da redação é de mil pontos.

A partir desta edição, a redação será examinada por dois corretores, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Caso haja diferença na nota final superior a 200 pontos, o texto será avaliado por um terceiro corretor. Em anos anteriores, isso ocorria quando a discrepância entre as duas primeiras notas superava os 300 pontos.

Também a partir deste ano, será acionada uma banca examinadora de excelência caso a diferença entre as notas dos três avaliadores permaneça superior a 200 pontos. Composta por três professores, a banca será responsável pela atribuição da nota final ao participante. O máximo é de mil pontos. A nota final será a média aritmética daquelas atribuídas pelos avaliadores.

Na hipótese de a nota do primeiro corretor ser de 640 pontos e a do segundo, 480 — diferença inferior a 200 pontos —, a nota final da redação desse candidato será a média aritmética das duas. No entanto, caso a de um corretor, na competência 1, seja 160 e a de outro, 40, a redação será encaminhada ao terceiro avaliador. Se a terceira nota, nessa competência, se aproximar daquela atribuída por um dos dois corretores anteriores, não haverá necessidade de intervenção da banca examinadora. A avaliação mais baixa será eliminada.

O estudante terá nota zero na redação se fugir ao tema proposto, apresentar estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, entregar folha em branco ou com sete linhas ou menos, copiar os textos motivadores e reproduzir impropérios, desenhos ou palavras de desrespeito aos direitos humanos.

O Inep estima que das 4,1 milhões de redações corrigidas, cerca de 1,2 milhão receberão a terceira correção e que aproximadamente 200 mil sejam avaliadas pela banca.

Capacitação — Os corretores passaram por dois meses de treinamento presencial e a distância, no qual foram abordadas as especificidades de cada competência e o conjunto do texto. Nesta semana e na próxima, os profissionais passam por nova capacitação, voltada para a correção do tema — O Movimento Imigratório para o Brasil no Século 21. No dia 14 próximo, serão submetidos a pré-teste de avaliação da capacidade de proceder à correção de acordo com o padrão estabelecido pela banca examinadora.

Após a fase de correção, as redações estarão disponíveis para visualização na página do Inep na internet. Os estudantes terão acesso com a senha pessoal gerada no momento em que fizeram a inscrição para o exame.

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Prêmio São Paulo de Literatura promove hoje, 29/08, bate-papo em Presidente Prudente

 

Escritor Julián Fuks, finalista do concurso, é o convidado do evento gratuito

Pela primeira vez desde que foi criado, o Prêmio São Paulo de Literatura promoverá eventos com escritores finalistas em cidades do interior do Estado. O roteiro inclui Presidente Prudente, que nesta quarta-feira, 29, recebe o escritor Julián Fuks para um bate-papo com leitores no Centro Cultural Matarazzo. O encontro acontece a partir das 19h, com participação gratuita.

Citado pela revista britânica Granta, especializada em literatura, como um dos 20 melhores escritores jovens brasileiros, Julián concorre ao Prêmio São Paulo de Literatura 2012 com o livro Procura do Romance, na categoria Melhor Livro do Ano – Autor Estreante. O texto parte da história de um escritor em crise para tratar do penoso processo de elaboração de um livro, versando sobre a dúvida, a dor e a indecisão no ato de escrever.

O roteiro do Prêmio pelo interior inclui ainda as cidades de Araraquara (3/9), São Carlos (4/9) e Lençóis Paulista (5/9). A proposta destes encontros é possibilitar a aproximação entre leitores e autores, em conversas descontraídas sobre a literatura e o ofício da escrita. Confira a lista completa de finalistas e a programação dos eventos em www.premiosaopaulodeliteratura.org.br.

Sobre o Prêmio

Realizado pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2008 como uma ação de estímulo à criação literária e incentivo à leitura, o Prêmio São Paulo de Literatura está em sua quinta edição. Trata-se do maior prêmio literário do Brasil em valor concedido aos vencedores – R$ 400 mil no total.  Entre 209 livros inscritos – todos romances de ficção, em língua portuguesa e lançados em 2011 -, 20 foram selecionados por um júri inicial como finalistas, sendo 10 em cada categoria: Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante.

Os vencedores serão conhecidos no dia 24/9 em cerimônia no Museu da Língua Portuguesa e receberão, cada um, R$ 200 mil.

SERVIÇO
Bate-Papo do Prêmio São Paulo de Literatura 2012
Data e horário: 29/8, das 19h às 21h
Local: Centro Cultural Matarazzo
Rua Quintino Bocaiúva, 749, Vila Marcondes – Presidente Prudente
O evento é gratuito e requer inscrição prévia
Informações: www.premiosaopaulodeliteratura.org.br | Tel.: (11) 3155.5444

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Hoje é aniversário de J. K. Rowling ,a única escritora que se tornou multimilionária, considerada uma das pessoas mais poderosas do mundo.

 

J. K. Rowling nasceu em Yate, Inglaterra, a 31 de julho de 1965. Notabilizou-https://usinadetextos.files.wordpress.com/2012/07/jkr.jpg?w=272se pela premiada série Harry Potter um fenômeno literário e cinematográfico.

Ainda criança, Joanne Rowling alimentava o vício de ler contos como de aventuras. Inspirada por grandes autores, desde muito jovem que decidiu ser escritora.

Ao contrário do que se possa imaginar, J. K. Rowling teve de enfrentar grandes dificuldades até atingir a fama como escritora, passando-se longos anos até que ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ fosse colocado nas livrarias.

Os seus livros foram traduzidos para 64 línguas. Rowling vendeu mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo e conseguiu uma fortuna avaliada em quase mil milhões de euros. A Forbes salientou um feito desta escritora, em 2004: foi a primeira pessoa a tornar-se multimilionária a escrever livros.

Aqui o site oficial da escritora para você saber mais sobre sua vida e obra: www.jkrowling.com

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Escritor de The New Yorker inventa entrevistas de Bob Dylan

 

https://i1.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/Bob_Dylan_-_Azkena_Rock_Festival_2010_1.jpg/220px-Bob_Dylan_-_Azkena_Rock_Festival_2010_1.jpgNova York – Um jornalista que trabalhava para a tradicional revista The New Yorker anunciou nesta segunda-feira sua demissão após ser descoberto que ele inventou algumas entrevistas de Bob Dylan, reunidas em seu livro ”Imagine”, que teve mais de 200 mil exemplares vendidos.

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”As mentiras terminaram. Entendo a gravidade da minha posição”, reconheceu o escritor Jonah Lehrer em comunicado.

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